09
Fev 10

É com agrado e um murro no estômago que informo que passei finalmente ao exame de Deontologia da Comunicação Social!
 

Ao quarto exame escrito, fora atrás duas provas orais, concluo a minha licenciatura em Comunicação Social pela Escola Superior de Educação de Coimbra.
 

É um alívio o que sinto agora. E ao mesmo tempo um murro no estômago. No bom sentido, pelo facto de ver terminar um percurso que muito me mudou, que me fez, que me moldou. Que me fez crescer como pessoa e profissional e como esta última, me lançou no emaranhado mundo do jornalismo.

 A paixão cresceu, desenvolvolveu-se. Tornou-se numa espécie de sarna que não consegui ver livre de mim. Adormeci imensas noites a pensar no jornalismo, e com ele acordei. Suei por ele, na perspectiva de me superar... e tive provas disso com o estágio no Público.
 

Agora, terminada a licenciatura, começo a pensar: O QUE FAÇO AGORA COM ISTO?

 

Não me interpretem mal. Agora posso finalmente gozar o meu sonho. Mas já, já, ainda não. Vou assentar. Respirar. Tratar de papeladas e pôr-me a caminho.
 

*Obrigada Nuno por me dares feliz notícia neste fim de dia. Um beijo.

historiado por vanessaquiterio às 22:06

03
Fev 10

Via Clube de Jornalistas, partilho um texto do professor brasileiro Eugênio Bucci, dirigido a malta como eu...

Voto de confiança aos jovens jornalistas

historiado por vanessaquiterio às 22:57

02
Fev 10

Que queres que diga?
Que queres que faça para remendar, suturar um ferida aberta e que ambos sabíamos que dia menos dia ia gangrenar, por coisas assim - para mim, a jovem libertina, multi task - comuns quase ao ponto de dizer banal.

Já tinha confessado que mais dia menos dia ia magoar, ferir ainda mais, com lança dissimulada. Disse que dia menos dia as coisas iam doer, pelo simples facto de amar uma mentira, de amar sem poder e de ser assim , irremediavelmente jovem, insensata por vezes, inconsequente até. Mas que amar de uma maneira inexistente!

Somos uma mentira, até ao dia que algo se quebra. O hoje, não creio.
Mas custa-me saber que voltei a magoar, sem querer e me aperceber...

Não o fiz por gozo, não o fiz por má fé. Não o fiz por não amar e desprezar a pessoa que estava do outro lado. Mais uma vez refiro a intencionalidade, a vontade de amar mais que estas coisas minimalistas, mas monstruosas.

As palavras sempre foram poucas e desnecessárias para sabermos o que fazíamos e fazemos... e depois de saber "isto", quem quer que sejas, sinto me mal.

Não transfiro culpas, não entrego defeitos. Simplesmente nunca assimilei bem estas coisas que despoleto nos outros. Sou má... impotente e não mereço tamanho apreço.

 

historiado por vanessaquiterio às 21:51
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Há um ano atrás, precisamente neste dia, iniciava uma das aventuras da minha vida, como profissional da comunicação, com o meu estágio curricular no Jornal Público no Porto.

 

Faz um ano que me mudei de armas e bagagens para a Invicta e que marquei, em tom carregado, um dos percursos mais valiosos da minha pequena existência. Cresci como pessoa, como jovem que sonha com um jornalismo à moda antiga - nos valores e prática. Conheci outras realidades, a pressão dos deadlines do jornal português que foi referência ao longo dos estudos académicos. Atingido o objectivo de ter um bom estágio, os três meses que se seguiram foram uma verdadeira montanha russa! Pressões, aprendizagens, desilusões.. houve de tudo naquela redacção.


Relembro com saudade toda a azáfama de fim de edição e as manhãs calmas, dos dias em que chegava cedo, pelas 10h da manhã e encontrava o open space vazio, silêncioso, entre pilhas de jornais. A rotina de entrar no edifício, tirar o café dependente, subir as escadas e ler as primeiras notícias do dia. Fazer as rondas e confrontar-me com dilemas e títulos chatos de sair. Foram três meses em que me apaixonei por tudo, em que cada palavra era tirada a ferros pelo fervor de querer fazer tudo bem. Aprendi com os profissionais, com a malta da paginação.. Aliei-me à minha querida colega de estágio, a Ana, que me aturou desabafos e euforias. A ela, mais que um simples obrigado, devo-lhe a amizade que temos. Fomos cúmplices nesta aventura no Público!


Para relembrar esta efeméride, deixo replicado o meu primeiro post do 'Parem as Máquinas', blogue onde contei este meu estágio. Assim que necessário, voltarei a esta efeméride. Outros dias valeram pelo ensinamento. O futuro é o agora, o passado, esse já não volta mais.

 _____________*____________
 

"Começar é que custa sempre. Em tudo ou quase tudo, o início é que se torna doloroso. Nestas circunstâncias, dar início ao contacto com o mundo do jornalismo foi, e está a ser , uma descoberta dolorosa onde a ansiedade polvilha o desejo de vir a preencher um lugar no posto hipotético do “vou poder ser a voz do mundo”.

Entrar para o PÚBLICO foi e será uma das melhores coisas que me aconteceu em 2008. Bem no final do último ano muitas foram as novidades e, a nível profissional, novos caminhos se iniciaram. Mais uma vez, o que custou foi ter a iniciativa e fazer os contactos; custou começar a tomar consciência de que é isto mesmo que quero. E HOJE, O 1º DIA DO ESTÁGIO, foi o confirmar de que vai doer um pouco habituar-me a esta mudança inicial.

Começo aqui o contar dos próximos três meses, o relatório do que vou fazendo como estagiário. Os trabalhos, as propostas, os medos e os desejos desta minha primeira experiência como jornalista.

Boas leituras!"

O 1º dia como “a estagiária” do Público

02/02/2009 

historiado por vanessaquiterio às 18:20

31
Jan 10

 

[numa mentira]

serás sempre o que quererei ter na verdade
historiado por vanessaquiterio às 23:08
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Vazio, sentido, objectivos.
 

Realidade, qual realidade? Partilhar uma vida com algo, alguém, sozinho.

Amores, desilusões, desapegos.

Uma mala, o essencial, uma metodologia.

Viagens, uma casa que não tem pés na terra. Família e a ausência dela.

 

Vazio, diversão, angustia por perceber que não existe sentido.

E no fim, quando percebemos que já atingimos o tal objectivo, as coisas perdem o sentido que se pensava ter e, de volta ao normal, o vazio de sempre, amarrota a existência do agora.

historiado por vanessaquiterio às 22:00
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30
Jan 10

 

"Não existo na tua vida, sou uma mentira permanente"

 

[Não tens a culpa, nem eu]

historiado por vanessaquiterio às 00:24
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Às vezes penso que estes últimos três anos foram um [grande] acidente de percurso!

historiado por vanessaquiterio às 00:11
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27
Jan 10

Neste início de noite, (multi) windows.
 

historiado por vanessaquiterio às 01:07
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25
Jan 10

Quando vem do amor

Não dá nem pra não ver

Ver a luz que pintou

Se pintou bem querer

Não dá nem pra não ser, ai

Quando vem do amor.


Vem ser bom sinal na minha vida

Puro cristal do meu desejo

Beijo e luz

Mais pura força

Força vital da natureza.*


Lena d'Àgua - Sempre - Ao vivo no Hot Cub de Portugal
Ronaldo Bastos / Luís Pedro Fonseca

1984


* Daquele cd que me ofereceste, que não ouviste, mas que muito diz de ti.

 

historiado por vanessaquiterio às 22:49
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Vanessa Quitério
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