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Out 10

 

Fazer 80km para ir observar a obra magnífica de M.C.Escher não custou assim tanto. Pelo menos neste Domingo de sol ainda quente, outonal e bem alentejano. Ao olhar (e à alma) compensou a viagem. Perdi-me em cada obra exposta, num universo de 50 gravuras paradoxais, simetricas ou não tanto. Confesso que conhecia pouco da obra de Escher. Confesso que só dava como referência o seu 'Relativity'. Mas agora, ui, agora fiquei fã! Na exposição tirei umas notas e chegada a casa, já vim explorar online todas as suas qualidades.


Escher era um artista surpreendente. Não tendo formação matemática, muitas das suas obras revelam uma intuição de princípios geométricos que têm um fundamento mais complexo do que o próprio poderia supor. Escher brincou com a perspectiva linear, criou objectos impossíveis que exploram a ilusão tridimensional, analisou simetrias e a repetição de padrões, criou paradoxos visuais e redescobriu curvas famosas. Não é de espantar que os matemáticos tenham especial interesse pelos seus trabalhos. Todos, no entanto, ficam surpreendidos e intrigados pelas suas gravuras. Perceber alguns dos princípios matemáticos trabalhados pelo artista pode ajudar-nos a ter uma maior apreciação pelo seu trabalho.

Texto retirado do site da Fundação Eugénio D'Almeida


 


historiado por vanessaquiterio às 22:04
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Vanessa Quitério
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