24
Jan 11
Disseste-me assim
De frente
Cruamente
Que não me amas mais
Foges de mim
Talvez para sempre
Mas… onde vais?
Não te posso mais amar?
Beijar?
Abraçar?
Apertar-te no meu peito?
E agora?
Que faço a este coração desfeito
E sem jeito
De o poder consertar?
Ocorre-me a vingança
O ódio,
A ira
Denegrir o teu nome, pela vizinhança
Mas como? Se sou uma criança!
Se ainda me resta
Neste coração que não presta
Uma ténue esperança
Do teu retorno à nossa paixão.
Será minha a iniciativa
De te conceder o perdão
Como sempre, e para ti,
Jamais me sairá um não
Tu tens o poder,
Como se diz… o condão
De manter bem viva
Esta chama que me alimenta
O sentimento que me alenta
Um amor que anseio ter pela frente,
Ainda que pungente
Prefiro adorar-te, qual diva
Incaracterística, exclusiva
Que aviva
a minha pobre mente!

José Eduardo

[Não sei explicar como isto aconteceu, mas é das poucas primeiras vezes que leio algo que parece ter saído da minha cabeça. Que transmite o que sinto e senti. Que representa estados de espíritos e sentimentos que ainda magoam. José Eduardo, acho que lês mentes, por muito distantes que sejam. Tens a sensibilidade que muitos não têm: És poeta que vê e não somente olha. Obrigada.]
historiado por vanessaquiterio às 17:13
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Fico neste dilema... Não sei se me sinta contente pelo Carinho que me diriges, se triste pelo sofrimento que as minhas palavras te provocam ao avivar más memórias. Fico assim, estúpido!!!
Este é um ensaio que costumo fazer na maioria dos meus textos. Escrever sobre o que não sinto. Não sei se é característica exclusiva, sei apenas que gosto de o fazer, de ser intérprete de outras almas!!!
Beijinhos!!!
José Eduardo a 24 de Janeiro de 2011 às 21:06

Vanessa Quitério
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