31
Ago 09

Bolas,

Esqueci-me do despertador e do rádio de estimação, desde os tempos de Coimbra e Porto.

Bahhh

historiado por vanessaquiterio às 22:54

Oficialmente estou integrada na nova vida que vou ter por diante. Durante um ano vou estar por aqui, na terra mais quente de Portugal.

Muitos que lêem este blogue ou que me conhecem de outras andanças ainda não perceberam realmente onde está o cerne desta questão. Então aqui vai uma pequena explicação:
 

 - recebi um convite por parte de uma Congregação Religiosa para leccionar durante um ano a disciplina de Educação Moral Religiosa Católica, aqui na comunidade da Amareleja. Para quem não sabe, venho de uma educação católica e sou activa na minha comunidade. Digamos que sou de uma velha guarda, de raízes cristãs e que se rege por princípios moralistas já considerados arcaicos para a sociedade laica que temos hoje em dia. Sou simplesmente uma vertente do dinamismo social que existe nos dias que correm.
 

Esta nova fase vai servir em muito para me fazer crescer. Ganhar uma maturidade necessária, desprender as amarras de casa dos pais e construir um caminho que quero só meu. 

- ponderei a proposta, visto estar ainda a terminar a minha licenciatura em Comunicação Social e, de uma verdadeira parte, ser uma apaixonada incontornavel de jornalismo. Mas, como em quase tudo na vida, as decisões fazem parte do quotidiano e decidi aceitar a aventura. Mais que ter um trabalho definido - com cama, comida e roupa lavada - penso que esta mudança poderá ser positiva. Vai custar ao inicio, hei-de habituar-me.

- apesar de não ser na minha área, o que me custa um pouco, confesso, abdiquei de um comodismo que poderia ter ao deixar-me aninhar na solução da recém licenciada desempregada, em busca de um lugar prórpio. Penso que as escolhas, as que vou fazendo na minha vida, podem ser ao mesmo tempo uma construcão deslineada daquilo que poderíamos ser quotidianamente. Assim, de uma maneira também aventureira e em jeito de missão, decidi agarrar este projecto. Congratulo a oportunidade que a Congregação me deu, o que deixa ao mesmo tempo expectante, por saber se corresponderei às suas expectativas. Só o tempo me dirá e lhes dirá se foi uma aposta acertada.

De resto vou passar mais tempo por cá, nesta pacata vila, que dista cerca de 80 km de Évora e Beja. É um local acolhedor, quente, típicamente alentejano, onde os serviços encerram das 12h às 17h (sensivelemente) por causa do calor.

 


aah aah aah

 

Estaria eu melhor se não fizesse tanto calor, de dia e de noite. Mas terei de aguentar, tanto como os quilómetros que me distanciam de casa, dos amigos, da rotina que levava. Vou estando contactavel pela internet, continuando com os projectos colaborativos e a delinear o meu percurso de vida. Só deixo bem assente:

 

O jornalismo não fica de parte. Quero e vou prosseguir estudos na área, preparar-me para um possível mestrado. Daqui por diante vou tentar ser mais multifuncional, abrangendo a docência com a minha verdadeira paixão - comunicar.

 

 

 

historiado por vanessaquiterio às 20:40

30
Ago 09

 

historiado por vanessaquiterio às 15:23
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Eis mais uma pequena colaboração para o twitterportugal/blog, a webzine do twitter e das redes sociais em português.
Replico o post, que saiu no passado sábado, 29 de Agosto.

 

Twitter e o ensino universitário
Já está online o estudo que a Faculty Focus elaborou sobre o Twitter e o Ensino Superior: Twitter in Higher Education: Usage Habits and Trends of Today’s College Faculty.

Nas 20 páginas que compõem o estudo, as conclusões não são animadoras: mais de metade dos inquiridos não incorpora a ferramenta no seu mecanismo de ensino e só 1/3 dos entrevistados afirma utilizar o Twitter de alguma maneira na prática universitária.
 

O estudo, feito através de inquérito a cerca de 2.000 profissionais universitários – de entre eles docentes, reitores, pessoal de departamentos, serviços administrativos, corpo científico, de orientação pedagógica e avaliação – levanta um pouco o véu sobre a realidade em volta do sistema de microblogging mais badalado do momento.

De uma forma sumária, no universo de 1958 inquiridos:

56,4% diz não usar o Twitter;

30,7% usa o serviço de alguma maneira;

12,9%  já tentou mas não usa.
 

Neste estudo, realizado entre Julho e Agosto deste ano, conclui-se também que:

71,8% espera aumentar a utilização do serviço de microblogging durante o próximo ano lectivo;

3,2% afirma diminuir o tempo passado no Twitter;

2,5% diz que fica na mesma, quanto a integração no trabalho universitário.
 

As razões apontadas pelos inquiridos para a não utilização do serviço podem surpreender alguns utilizadores mais frenéticos do pássaro azul.
 

A grande maioria aponta a pouca relevância educacional e uma forte preocupação na criação de pobres habilidades de escrita ao usar o Twitter. Das muitas respostas (que servem de base à análise e estão legíveis no estudo) destacam-se outros pontos, como a falta de interesse ou tempo para usar o serviço, a questão de segurança de dados e a pouca vontade em experimentar o Twitter pelo facto de se pensar que não é mais que um modismo da era das redes sociais.
 

Do universo que usa o Twitter, os 30,7% do estudo, os tweets lançados na rede são acerca da actualidade noticiosa e tendências relacionadas com os interesses da área académica. A interacção é feita entre colegas e na experimentação do seu uso nas salas de aulas.

Análise pessoal

Numa realidade mais próxima e mais específica da minha formação académica, são poucos os docentes que posso afirmar que integram as estatísticas de interacção na rede. Em concreto, passo por exemplo imenso tempo na rede em conversa com o @franciscoamaral, meu professor na Escola de Educação de Coimbra, e com a @ciberesfera, docente do Instituto Superior Miguel Torga, também em Coimbra.
 

Dentro da rede jornalística em Portugal outros docentes se destacam, como o @agranado, docente da UNL e jornalista do Público, @fernandozamith e @paulofrias (ambos da Universidade do Porto), @simaocc_utad (UTAD) e a luisaribeiro (Universidade do Minho).
 

Muitos mais profissionais estão na rede e colaboram na criação de uma plataforma utilitária e que entre no rumo certo da partilha online de conteúdos. Contudo, e um pouco na onda do estudo lançado pela Faculty Focus, o twiter ainda sofre por antecipação e resistência. É apelidado de modismo e essa ainda é a maior barreira para aqueles que o olham do lado de fora.
 

Podem consultar o artigo de análise ao estudo aqui ou visualizá-lo em baixo.

Twitter in Higher Education – Usage Habits and Trends of Today’s College Faculty

historiado por vanessaquiterio às 14:53
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28
Ago 09

Amanhã é o último dia de trabalho na pastelaria, o meu trabalho de verão e de fins de semana, durante os tempos de estudo.

Agora, a partir de Setembro vou abraçar outros desafios, lançar-me durante um ano num projecto diferente daquilo em que me formei, mas que serve de bandeja ao meu objectivo de não parar e ficar a espera do dito emprego na área do jornalismo.

 

Quem me conhece sabe que tenho pelo jornalismo uma paixão desmedida. Mais furiosa que tempestade. Se pudesse viver de colaborações e de estudos dos media, sinceramente, viveria só disso. Se pudesse não ter que alinhar em projectos paralelos como um ano a dar aulas de EMRC na Amareleja, sinceramente não alinhava.
 

Mas a vida é feita de opções e neste momento decidi enveredar por outros caminhos. Tanto para dar uma real alegria aos meus pais (que nunca me apoiaram na escolha do meu curso e sempre viram o jornalismo como um gosto pouco tragavel) como para sair de vez de casa, nem que seja por algumas semanas, interrompidas com as inevitaveis vindas a casa para "matar" as saudades.

 

É uma etapa, nova, de descoberta e de sins. Decidi dizer sim à proposta da Amareleja, sabendo no entanto que o jornalismo nunca ficaria para segundo plano. Não autorizo que assim o seja, simplesmente fica num primeiro lugar partilhado. Se fosse para desistir da área, já a tinha feito há algum tempo atrás, mesmo antes de começar o terceiro ano.

 

Nem queria escrever isto aqui, mas parece que as contrariedades não se desvaneceram com a ida para um trabalho a sério!

Como aconteceu com o meu estágio, algumas pessoas renegam a importancia de continar ligada ao jornalismo e a actividades que ajudem a não me separar dele. Essas pessoas continuam a atomentar-me o juízo, a fazer o seu papel aconselhador, mas que me magoa e asfixia.

 

Não sei como as coisas vão ser daqui para a frente, mas avizinham-se tempos difícies:

 - dias 8 e 9 tenho os exames de recurso a duas cadeiras finais, que me podem dar o almejado diploma de conclusão do curso;

 - o exame de condução fica em stand-by. Agora tenho de ver quando tenho um tempo vago e, até Janeiro, acabar a carta de condução;

- entre a nova estadia no Alentejo e as vindas a casa, que não sei como serão, muitos outros projectos ficam em stand-by.

Desleixei-me neste ano 2009, podia já ter tudo resolvido.. Não sei porqueê mas de entre tantas alegrias, só me consigo lembrar agora de fracassos e de remendos.

Sinto-me um farrapo remendado, com as linhas mal cosidas e prestes a ficar devassado.

historiado por vanessaquiterio às 21:47
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27
Ago 09

O terminar da semana apoquenta-me.

Apoquenta-me porque se aproxima também o fim do mês e a derradeira mudança de estilo de vida, bem como de zona habitacional.

 

Um ano chegará para me fazer crescer, em horizontes e maturidade?

Saberei responder às expectativas colocadas em mim e com capacidade de me aguentar longe de tudo (e uns todos)?

 

Eis o dilema... mais um para a extensa lista de coisas que mastigam dentro de mim.

Apoquenta-me começar isto, bem como outras coisas. Apoquenta-me realmente começar um tudo de novo, não deixando nada para trás.

historiado por vanessaquiterio às 21:58
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26
Ago 09

Devo ter medo quando, entre o pedido de um café e o atender desse mesmo pedido, um cliente me diz: "A menina estava muito gira lá na festa!"

 

Fiquei embasbacada, a perceber, primeiro, a qual das festas se referia e depois qual o cerne real do comentário. Acho que nem corei, pelo inesperado da coisa. Ao que parece, a minha alegria de viver, sempre com um sorrisinho nos lábios, não só cativa os clientes da pastelaria onde trabalho no verão, bem como os acompanha depois na rotina diária.

Acho que me observam na outra realidade, a ver se é real este meu sorriso ou se é só fachada do atender bem a clientela

Ora lá..isto é que foi um susto.

historiado por vanessaquiterio às 22:21

Há coisas que não se podem deixar de ler. E no jornalismo, Gay Talese é a referência.

Por isso deixo a dica, um texto na primeira pessoa (Talese) e que a Isabel Coutinho, jornalista do Público, não deixou passar ao lado.

 

Gay Talese na primeira pessoa

historiado por vanessaquiterio às 22:15

Gosto desta música. Melodia certa

 

Gary Go - Wonderful
historiado por vanessaquiterio às 11:09
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25
Ago 09

O meu muito querido amigo Pedro é um rapaz empreendedor.

Depois de Cesena, Itália, decidiu apostar mais uma vez na formação além fronteiras. Agora está em Portland, Oregon, onde por entre alguns passeios se dedica ao mestrado na area da psicologia.

 

Para estas aventuras tem um blogue.

Partes das suas vivências que nos despertam para a realidade da aposta intercontinental e na experiência de outros caminhos.

 

A ele agradeço a sempre alegria. Conhecemo-nos em Coimbra, a eterna cidade dos estudantes. A cidade que nos acolheu e nos deu as boas recordações.

 

Saudades tuas querido Pedro. Diverte-te por ai.
 

 

historiado por vanessaquiterio às 01:11
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Vanessa Quitério
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