30
Set 10

 

Pois foi... Durou um mês a nova aventura. Coisa rápida. Mas a vida vive-se com os pés assentes no chão. E, irremediavelmente, tive de me deixar vencer pelas evidências.


Economicamente as coisas não estavam a ser viáveis: propina mensal (a UCP é uma privada), viagens semanais à capital, mais gastos em gasóleo até Évora, onde deixava o carro.


Para quem como eu ganha pouco e vive a 300km de casa, não era humanamente possível conseguir fazer tudo sem pedir a "ajudinha aos pais". Mas porque raio teria eu de os sacrificar em prol dos meus sonhos e necessidades? Escolhi emancipar-me aos 21 anos. Aos 22 tenho uma semi-independência que, economicamente é frágil que nem um recém-nascido. Por isso tive de ponderar as coisas e desistir.


Custou mais ontem. Hoje já nem tanto.


"Desistir é também um começo!"

"Desistir nao é mau se for uma opção certa. Às vezes, é a soluçao mais certa de todas."

 

Bonitas palavras estas, fonte de amigos, perante esta frágil situação em que me encontro. Obrigada!

historiado por vanessaquiterio às 19:20
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25
Set 10

 

O que mais gosto num dia inteiro é o chegar da sua noite.

Da troca da luz pela imensidão que o escuro esconde.

Dos barulhos silenciosos que os outrora desnudados recantos pela luz eram mostrados.

O que mais gosto num dia inteiro é o poder esconder-me em quatro paredes,

Olhar de esguelha entre as frechas da minha janela e pensar que estou longe,

Longe do escuro da noite e da luz que dá vida a cada novo dia.

O que mais gosto num dia inteiro é pensar que vai acabar mais tarde, logo que me levanto,

Que por mais dias que se sigam, este é o seu final mais que destinado.

Porque num dia inteiro, inevitavelmente tenho de pensar em ti, e desejar que venha de novo a noite.

 

 

historiado por vanessaquiterio às 20:37

24
Set 10

It takes two to tango *

 

* Por mais que fujamos às evidências, são sempre necessários dois para dançar o tango.
Metafóricamente, percebes onde quero chega
r!



historiado por vanessaquiterio às 17:46
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22
Set 10

 

 

Chegaste de mansinho . . . envergonhado, quase não dei por ti.

Sem querer, distrai-me, com a noite das palavras e num desejo de seguir em frente;

Enrolei-me vertiginosamente em mais uma volta, sôfrega, de beijos e abraços,

E acabei por não me lembrar que as primeiras folhas vão começar a cair.

 

De palavras e sorrisos alimentei este primeiro dia de mais uma estação,

Ouvi repetidamente a promessa que poderia voar sem ter medo de cair . . .

E estou a espera que tudo, lá em baixo, seja de algodão doce.

 

Porque sei que uma escorregadela acontece.

E, por mais grilhões que te prenda,

Tu. O Outono, vais acabar por passar.

 

 

*foto retirada daqui (amigo @ppinheiro76)

 

 

historiado por vanessaquiterio às 15:51
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20
Set 10

Para os mais distraídos confesso, tenho 22 anos e meio. Em Janeiro, ali pelos seus dezassete dias, completo a capicua mais um, no tão glorioso caminho que é ir avançando na idade. Mas, contudo, nem sempre esse caminho se preenche de tão gloriosa fama, muito mais de gloriosas alegrias. Hoje estou triste. Porque percebo que esta minha juventude de pouco de liberta tem.


Sou como os demais jovens da minha idade, como uma independência frustrada, com uns horizontes bastantes largos mas que se estreitam pelas circunstâncias da vida, como o actual panorama económico e social do nosso querido país.Não se posso queixar assim tanto. Já vivi em Coimbra e no Porto. Agora no Alentejo e em Lisboa. Tenho três casas durante a semana. Porque me queixo?


Comecei a trabalhar, dito gloriosamente, com os devidos descontos, aos vinte e um. Longe de casa, com responsabilidades certas e importantes, como docente de EMRC numa escola pública nos confins do Alentejo. Passado um primeiro ano, o balanço é sempre positivo. A independência desejada lá se foi cimentado, mas nem de perto bem calcada. A esta altura o que ganho não me paga sequer as mínimas despesas. Daí a frustração: deixei a paixão de uma vida, o jornalismo está em águas de bacalhau.


E a tal independência, dita gloriosa, está por um fio, já que tenho que pedir aos pais para me pagarem as prestações do carro. E que vida então é esta? Sei que procurei um caminho diferente, que avancei por um terreno desconhecido e que à partida me ia levar a uma espécie de 'desgosto amoroso' por deixar uma paixão e me habituar a um pequeno romance.


Vivo muito de emoções. Passo o tempo em viagens, por não aguentar estar num mesmo local mais que duas semanas seguidas. Porque não consigo habituar me a 'esse local', por não achar identidade, apêgo. Sei que o meu lamento é desmedido, quem dera a muitos ter a sorte que tive, um ordenado fixo ao mês e um sorriso chapado na cara.


Passem ao lado de tudo isto. Certamente amanhã já nem me lembro desta (minha) juventude.

historiado por vanessaquiterio às 09:01
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16
Set 10

Estou a dois dias de sair deste ritmo frenético.

Este fim de semana vou a casa. Preciso mudar de ares. Sentir a família... algum conforto, sem ser o amontoado de papers que tenho de ler, as planificações para cumprir e os desejos que me corroem.

Mais que isso, preciso de voltar ao refúgio, sem enganos, de tempos contados e de falsas esperanças. Porque preciso de ir a casa, meter-me de novo no Expresso e andar, andar, andar.

 

 

historiado por vanessaquiterio às 13:31
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15
Set 10

 

Novo ano (lectivo), novas apostas! E digamos que desta vez exagerei na dose!

Entrei para o primeiro ano da licenciatura em Ciências Religionas na UCP. Dois dias presenciais e o resto em plataforma b-learning. Cinco cadeiras este semestre e puf! já estou a dar em doida com a quantidade de materiais que já tenho para ler . . .  para ontem.


Engraçado é que não vou só estudar . . . trabalho lá nos confins do Alentejo, entre três escolas, quatro níveis diferentes de ensino neste novo ano lectivo. Por isso podem reparar que o meu ano vai ser tudo menos parado, monótono e sem sabor. Ai! E ir a casa? Esqueçam, uma vez por mês para ver se não me deserdam desta. Porque também preciso de mimo, de um sorriso familiar. Porque sempre fui sentimentalista e preciso das pessoas, físicamente.


Está a ser difícil abarcar estas mudanças todas, de uma só vez. A azáfama diária é algo que não me perturba, mas o calmo das noites, alentejanas, mastiga-me a cabeça. Literalmente, mastiga-me as decisões, as vontades, as forças. Porque tudo tem de ser assim, é um caminho que se toma.

No fundo sou uma medricas. Que raio de adulta sou se sinto medo de estar longe de quem gosto, de apostar numa nova licenciatura numa área pouco comum e já representativa de um ano intenso de trabalho? Respostas, alguém tem? Estou contente, a sério. Mas ainda a digerir tudo. Sem ajudas de terceiros. Primeiro tem de ser comigo!

historiado por vanessaquiterio às 22:45
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09
Set 10

 

Viveremos nós numa espécie de política continuada de fraude?

Pequeno segredo: fingir, fingimos todos!



historiado por vanessaquiterio às 18:35
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08
Set 10

 

 

Voltou a alergia ao calor . . . os nervos à flor da pele . . . a ansiedade por todas estas viagens e andanças não acrescentarem nada de substâncial à minha pequenez. Continuo sozinha, cabeça ocupada e longe de tudo!

historiado por vanessaquiterio às 17:32
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05
Set 10


" Cómodamente sentado en un sofá del hotel Lisboa Plaza, adonde acude para participar en una conferencia, Alves carraspea y empieza a hablar de un cambio de paradigma total. Vivimos en la sociedad del prosumer, o sea, del productor-consumidor de contenidos, explica. El consumidor ya no es un ser pasivo que recibe la información empaquetada por otros. La información ya no circula en paquetes cerrados, sino en unidades abiertas, en flujos que se distribuyen por la Red. Nos enfrentamos a una lógica totalmente distinta de la de la sociedad industrial. "

 

Já ouvi pessoalmente, por diversas vezes, o professor Rosental Alves dissertar sobre a sociedade de informação e as mudanças que advêm da mudança de paradigma: consumidor / produtor. Da passagem para o online e da consequente mudança de hábitos jornalísticos. Agora, sob orientação do professor António Granado e da professora Fernanda Llussá volto à discussão sobre o jornalismo e o seu futuro, bem como a maneira de o fazer viver e render.

 

Para tal, durante cinco sessões, irá ser tema de conversa na Universidade Nova de Lisboa o Jornalismo e o(s) seu(s) modelo(s) de negócio. Estaremos preparados para a mudança de paradigma? De plataformas? De mentalidades no que compete ao novo rumo jornalístico, do papel para o online? Amanhã rumo a Lisboa para frequentar este curso de verão... A ver vamos o que de lá conseguirei retirar; se acrescento algo de novo ou continuamos no novelo de lá que é a discussão do jornalismo e o seu futuro.

historiado por vanessaquiterio às 14:29

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Vanessa Quitério
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