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Jul 10

 

Todos os dias tenho mais de 100 feeds de textos sobre jornalismo para ler. E, para variar, vou acumulando tudo para o fim de semana, perdendo por vezes a instantaneidade dos próprios artigos, no seu imediato impacto. Contudo, nada se perde na web e mesmo com sete dias de 'vida', os artigos são fresquinhos.O jornalismo está a mudar e necessita de acompanhar as mudanças.


Das duas uma: ou continua virado na bolha 1.0 de se integrar na inevitável prática web, mesmo sendo balofa e desajustada da realidade mediática e dos leitores; ou se transcende e se reinventa, entrando definitivamente no paradigma web da prática jornalística. Não refiro que o papel tem de morrer. Não acredito nisso, só  defendo que tem de mudar de finalidade, dando lugar ao imediato uso e abuso da internet como meio de informação.

 

Pegando num artigo do Paulo Querido, lembrei-me do que escrevi no ano passado, aquando do workshop de Ciberjornalismo que realizei no Porto, pela Universidade Autin Texas, com o professor Rosental Alves.

 

Aos interessados deixo o link do artigo do Paulo, muito pertinente e incisivo:

'Contas feitas, ó jornalista, sabes quanto vales, sabes, sabes, sabes? 14%'

 

Sobre o que escrevi aquando do workshop, algumas linhas:

"As mudanças de paradigmas criam as resistências habituais e assustam até os mais cépticos. Por onde vamos? Para onde caminhamos? Como vão ser os jornais em 2020? Rosental Alves no workshop Online Journalism, Porto 2009


São estas as incertezas que nos empurram para a discussão acesa sobre o estado do jornalismo e o que de novo se pode fazer, nesta era em que o cidadão ganha cunho na organização mediática e se torna um filantropo informativo. No jornalismo de hoje, o maior erro ainda consiste no pensar nos moldes tradicionais e não contemplar na prática diária as ferramentas que surgem como uma espécie de cogumelos, a cada hora que passa. O segredo passa pela reinvenção da prática jornalística e o aproveitamento das novas funcionalidades web, como a cristalização da web 2.0 e o transpor para a web semântica ou web 3.0. Uma das ideias que sustenta esta reinvenção assenta na passagem do Homo Sapiens para um Homo Network, onde novas narrativas surgem e se vira o eixo comunicacional para o online e práticas web."

historiado por vanessaquiterio às 16:23

Vanessa Quitério
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