20
Set 09

Muito se tem falado de deontologia nestes últimos dias. Apregoam-se os deveres desta prática profissional e equacionam-se as normas não cumpridas no dever de bem informar.

 

...

 

Comigo as coisas ainda vão durar. Sabendo que continuo com 8 à cadeira de Deontologia, constato que tenho mais uma oportunidade para mostrar o que valho como jornalista. Esta semana tenho de me inscrever lá em Coimbra e recorrer ao estatuto de estudante a tempo parcial.
Numa prática camuflada, vou ter de pagar mais um ano de propinas e fazer exame em Fevereiro. Até lá vou "arregaçar" as mangas, fazer das tripas coração e

tentar mostrar que sou uma boa profissional, mesmo encalhando 3 vezes seguidas num exame de sete perguntas. E mais duas orais.

 

Fiquei muito frustrada por não passar à cadeira. Muito mais por fazer desacreditar aos muitos que me apoioam e até tme êm como exemplo, que para ser boa jornalista não é necessariamente preciso ter vinte às teorias. Revoguei sempre que em qualquer profissão o importante é ter-se humanidade e bom senso.

 

A preparação teórica é uma base imprescendível. Mas no meu caso, serei mesmo oca deontologicamente? O que fiz até agora foi tudo erro desta minha pouca sabedoria?

Deixo a questão solta..em Fevereiro falaremos de novo disto.

historiado por vanessaquiterio às 14:48

28
Ago 09

Amanhã é o último dia de trabalho na pastelaria, o meu trabalho de verão e de fins de semana, durante os tempos de estudo.

Agora, a partir de Setembro vou abraçar outros desafios, lançar-me durante um ano num projecto diferente daquilo em que me formei, mas que serve de bandeja ao meu objectivo de não parar e ficar a espera do dito emprego na área do jornalismo.

 

Quem me conhece sabe que tenho pelo jornalismo uma paixão desmedida. Mais furiosa que tempestade. Se pudesse viver de colaborações e de estudos dos media, sinceramente, viveria só disso. Se pudesse não ter que alinhar em projectos paralelos como um ano a dar aulas de EMRC na Amareleja, sinceramente não alinhava.
 

Mas a vida é feita de opções e neste momento decidi enveredar por outros caminhos. Tanto para dar uma real alegria aos meus pais (que nunca me apoiaram na escolha do meu curso e sempre viram o jornalismo como um gosto pouco tragavel) como para sair de vez de casa, nem que seja por algumas semanas, interrompidas com as inevitaveis vindas a casa para "matar" as saudades.

 

É uma etapa, nova, de descoberta e de sins. Decidi dizer sim à proposta da Amareleja, sabendo no entanto que o jornalismo nunca ficaria para segundo plano. Não autorizo que assim o seja, simplesmente fica num primeiro lugar partilhado. Se fosse para desistir da área, já a tinha feito há algum tempo atrás, mesmo antes de começar o terceiro ano.

 

Nem queria escrever isto aqui, mas parece que as contrariedades não se desvaneceram com a ida para um trabalho a sério!

Como aconteceu com o meu estágio, algumas pessoas renegam a importancia de continar ligada ao jornalismo e a actividades que ajudem a não me separar dele. Essas pessoas continuam a atomentar-me o juízo, a fazer o seu papel aconselhador, mas que me magoa e asfixia.

 

Não sei como as coisas vão ser daqui para a frente, mas avizinham-se tempos difícies:

 - dias 8 e 9 tenho os exames de recurso a duas cadeiras finais, que me podem dar o almejado diploma de conclusão do curso;

 - o exame de condução fica em stand-by. Agora tenho de ver quando tenho um tempo vago e, até Janeiro, acabar a carta de condução;

- entre a nova estadia no Alentejo e as vindas a casa, que não sei como serão, muitos outros projectos ficam em stand-by.

Desleixei-me neste ano 2009, podia já ter tudo resolvido.. Não sei porqueê mas de entre tantas alegrias, só me consigo lembrar agora de fracassos e de remendos.

Sinto-me um farrapo remendado, com as linhas mal cosidas e prestes a ficar devassado.

historiado por vanessaquiterio às 21:47
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Vanessa Quitério
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