02
Fev 10

Há um ano atrás, precisamente neste dia, iniciava uma das aventuras da minha vida, como profissional da comunicação, com o meu estágio curricular no Jornal Público no Porto.

 

Faz um ano que me mudei de armas e bagagens para a Invicta e que marquei, em tom carregado, um dos percursos mais valiosos da minha pequena existência. Cresci como pessoa, como jovem que sonha com um jornalismo à moda antiga - nos valores e prática. Conheci outras realidades, a pressão dos deadlines do jornal português que foi referência ao longo dos estudos académicos. Atingido o objectivo de ter um bom estágio, os três meses que se seguiram foram uma verdadeira montanha russa! Pressões, aprendizagens, desilusões.. houve de tudo naquela redacção.


Relembro com saudade toda a azáfama de fim de edição e as manhãs calmas, dos dias em que chegava cedo, pelas 10h da manhã e encontrava o open space vazio, silêncioso, entre pilhas de jornais. A rotina de entrar no edifício, tirar o café dependente, subir as escadas e ler as primeiras notícias do dia. Fazer as rondas e confrontar-me com dilemas e títulos chatos de sair. Foram três meses em que me apaixonei por tudo, em que cada palavra era tirada a ferros pelo fervor de querer fazer tudo bem. Aprendi com os profissionais, com a malta da paginação.. Aliei-me à minha querida colega de estágio, a Ana, que me aturou desabafos e euforias. A ela, mais que um simples obrigado, devo-lhe a amizade que temos. Fomos cúmplices nesta aventura no Público!


Para relembrar esta efeméride, deixo replicado o meu primeiro post do 'Parem as Máquinas', blogue onde contei este meu estágio. Assim que necessário, voltarei a esta efeméride. Outros dias valeram pelo ensinamento. O futuro é o agora, o passado, esse já não volta mais.

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"Começar é que custa sempre. Em tudo ou quase tudo, o início é que se torna doloroso. Nestas circunstâncias, dar início ao contacto com o mundo do jornalismo foi, e está a ser , uma descoberta dolorosa onde a ansiedade polvilha o desejo de vir a preencher um lugar no posto hipotético do “vou poder ser a voz do mundo”.

Entrar para o PÚBLICO foi e será uma das melhores coisas que me aconteceu em 2008. Bem no final do último ano muitas foram as novidades e, a nível profissional, novos caminhos se iniciaram. Mais uma vez, o que custou foi ter a iniciativa e fazer os contactos; custou começar a tomar consciência de que é isto mesmo que quero. E HOJE, O 1º DIA DO ESTÁGIO, foi o confirmar de que vai doer um pouco habituar-me a esta mudança inicial.

Começo aqui o contar dos próximos três meses, o relatório do que vou fazendo como estagiário. Os trabalhos, as propostas, os medos e os desejos desta minha primeira experiência como jornalista.

Boas leituras!"

O 1º dia como “a estagiária” do Público

02/02/2009 

historiado por vanessaquiterio às 18:20

27
Jul 09

17

Eis a nota de estágio, que contempla o relatório escrito, defesa (oral) desse mesmo relatório, avaliação da entidade onde estagiei (Público), entre outros pormenores avaliativos.

 

É um 17 a rasar um 18. Na boa, é um 17.

Media final de curso só para Setembro. Faltam ainda dois exames para finalmente ser um número - em imensas contabilizações - mas acima de tudo uma prática que ainda agora vai começar.

historiado por vanessaquiterio às 23:08
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19
Fev 09

 

«O TRABALHO EXTRA-CURRICULAR É UMA MAIS VALIA ANTES E DEPOIS DE BOLONHA»

No outro dia, um aluno da Universidade Fernando Pessoa ligou para a redacção do Jornal Público, à minha procura. Fiquei surpresa pelo contacto, espantada até pela situação que era. De uma forma muito cordial foi-me colocada a questão se gostaria de dar uma entrevista via twitter, para uma cadeira da licenciatura do tal jovem, de forma a falar sobre a minha experiência de estágio no jornal, vida académica e gosto pelo jornalismo.
Aceitei de imediato e, dois dias depois, durante duas horas, twittamos que nem uns doidos e falamos sobre imensas coisas que rodeiam o jornalismo e a minha eperiência de estágio.
 

Para ajudar a que depois mais facilmente se recolhesse a conversa via twitter, o professor João Simão da UTAD e webmaster do COMUNICAMOS - plataforma online do curso de Ciências da Comunicação da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro - criou um live stream que permitiu o acompanhamento instantâneo de toda a conversa.

Agora a entrevista está editada e foi publicada no Comunicamos. Pode ser lida aqui na íntegra.

Agradeço ao Ricardo Nunes o convite que me fez e também ao professor João SImão pela pronta disponibilidade que demosntrou desde o início da ideia, e da publicação de toda a conversa na página da plataforma.

 

 
historiado por vanessaquiterio às 01:18
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08
Fev 09

Sobre a forma de aviso, passo a esclarecer que o meu blogue de estágio mudou de plataforma. A quem me acompanha nesta saga pelo mundo do jornalismo, queira aceder a paremasmaquinas.wordpress.com. Esta mudança tem uma razão de ser... a seu tempo revelarei tudo, tintim por tintim. :P

historiado por vanessaquiterio às 22:51
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A primeira semana de estágio foi uma experiência que de certo vai ficar na minha memória por um tempo indeterminado. Para além do constante furor da redacção, tive o privilégio de ver o meu blog de estágio referenciado pelo jornalista Alexandre Gamela, no seu blog O Lago, e também pela RTPN através da sua conta no Twitter.

Foram duas referências que me trouxeram mais feedback vindo de fora, onde novos leitores me felicitaram pela iniciativa. Alguns deles também partilharam as suas experiências de estágio passadas e/ou actuais.

Um grande obrigado ao Alexandre Gamela e à RTPN.

the lake

rtpn

historiado por vanessaquiterio às 12:44
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03
Fev 09

parem as máquinas

Para quem não sabe, entrei oficialmente em estágio. Vão ser três meses no Jornal Público, no Porto. Para o efeito criei uma extensão do historiadordoinstante - a partir de agora terei existência dupla.

Podem acompanhar tudo em http://paremasmaquinas.blogs.sapo.pt/

Todos os dias vou fazer uma análise do que fiz e do que gostei ou detestei. É uma expécie de diário de bordo...
Desfrutem e NÃO PAREM AS MÁQUINAS.

historiado por vanessaquiterio às 23:49
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24
Jan 09

 

A ida para o Porto está eminente.

 

Dia 2 começa a derradeira e nova experiência do meu estágio no Jornal PÚBLICO, no Porto.

Já encontrei sítio onde ficar... um pouco longe do local de estágio.

Vá, fico a viver numa ponta. Tem os seus contras mas sem sacrifício nada se consegue. Terei certamente de acordar muito cedo para entrar ao trabalho a horas.

Metro - autocarro - autocarro - metro vai ser a minha viagem diária até ao aconchego do lar.

A ver vamos como tudo corre.

 

Dia 1 de Fevereiro mudo-me definitivamente para o Porto!

 

 


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historiado por vanessaquiterio às 05:29

28
Dez 08

Este post vem em resposta ao comentário de um colega blogueiro a um post meu, "No comunicar é que está o ganho". Ele questiona me como consegui o estágio no Jornal PÚBLICO.  Para esclarecer esta dúvida, publico em primeiríssma mão os procedimentos a ter para se alcançar tamanha oportunidade.

Eis então os passos a seguir:

 

1º - Não pensar que os três anos de curso são a única formação que podemos ter para vir a ter uma profissão

 

2º - Não é preciso ir às aulitas todas; isso só moi a cabeça

 

3º - Ser-se interessado por actividades extra-currículares: No meu exemplo, entrei para o Jornal Universitário de Coimbra A CABRA, onde sou redactora para as edições quinzenais, e directora-executiva (um pouco apagada das obrigações) do sítio online. 

 

4º - Sempre que possível ler e estar actualizado/a sobre as coisas exteriores ao curso para não se correr o risco de se ser um "burro de palas" que só debita a matéria que apanha nas aulas

 

5º - Sempre que se ouvir bocas de outros por se organizar actividades extra-curriculares ou por nos meter-mos em organismos da instituição escolar (do género AE's, representações de alunos), passar ao lado dessas ditas bocas e simplesmente ter o orgulho de se ser um visionário

 

De resto só devemos apostar numa formação multiplataforma, não nos singirmos simplesmento à escrita, ou tv ou rádio - no meu caso - e querer abranger um nível de conhecimento universal.

 

Para quem dúvida ou questiona do meu estágio, simplesmente foi um reconhecer de um caminho um pouco sinuoso na minha formação académica. Para ter este currículo deixai de estar com amigos, perdi muito deles, deixei muita noite de copos e noitadas por Coimbra.

Mas no fim valeu a pena.. vamos a ver se compensa lá pelo Porto e se estarei à altura de tamanha oportunidade.

historiado por vanessaquiterio às 01:07
sinto-me:
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25
Dez 08

Estudar Comunicação sem ser comunicador é o mesmo que jogar pingue pong sozinho.

Sem se ter receptor, sem se fazer ouvir e ser ouvido é o mesmo que matar por completo o acto de dar a conhecer o que nos rodeia, aniquilar por completo a comunhão que é a troca de ideias e conhecimentos.

O jornalismo está por toda a parte e apresenta-se nas diversas maneiras e conteúdos. O cinema, a sétima arte aclamada por todos, em muito contribuiu para o espalhar deste conceito e mostrar o que aconteceu ou poderá acontecer. Cria milhentas oportunidades e situações que nos alertam e inquietam.

 

A terminar este meu ciclo de estudos superiores, acho que começo a ficar um pouco reticente.

Ao longo destes três anos de curso muito aprendi, não totalmente à custa das horas passadas em aulas, mas em outras coisas que fiz extra-curriculares e também as que deixei por fazer. Essas também me ensinaram algo, já que tive de fazer escolhas e discernir no que possivelmente seria melhor.

 

A começar uma nova etapa, o ESTÁGIO no JORNAL PÚBLICO, a partir de Fevereiro, novos horizontes se vão abrir e novos desafios vão surgir. Não sei ainda se estou ao nível de tamanha aposta. Foi um sonho concretizado. Penso nisto depois! Agora quero é deixar-me levar no resto do processo comunicativo que me falta, dar o feedback a que me sujeito ainda: os exames, as provas finais da conclusão deste semestre que foi tudo menos linear...

 

Without comments

 

 

historiado por vanessaquiterio às 18:11

Vanessa Quitério
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