16
Jun 11

Porque, algum dia todos temos de recomeçar. Gostei bastante do filme. E nem tudo precisa de ser "txaram" para parecer soberbo. Nesta simplicidade de estória está a vida de cada um de nós. Vejam, e depois falamos melhor!



historiado por vanessaquiterio às 17:05
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07
Mar 11

 


"Papá, cómo se escribe beautiful?" "No sé hijo, asi cómo suena: "b-i-u-t-i-f-u-l"


BIUTIFUL. Deveras perturbador. Humano. Inquietante. Indigente. Complexo. Real. Doloroso. Claustrofóbico. De digestão ponderada. Confuso. Escuro. Com movimento. De conflitos. Com vida. De morte. De estórias. Com uma estória só.


Uxbal ama os seus filhos como parte dele mesmo. Sofre. Chora. Supera-se. Inquieta qualquer mera existência.


Como se pode descrever um filme assim? Na minha opinião, cada um terá de julgar pelos seus olhos e cabeça. Porque o que me afectou a mim poderá passar ao lado de outros. Porque cada um perspectiva retirar da vida o melhor dela. Mesmo que esse melhor seja a sombra de nós mesmos.




historiado por vanessaquiterio às 19:32
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01
Mar 11

 

É arrepiante assistir a um filme onde o limiar da vida se prende apenas por um braço.




Um arrepio ainda maior me subiu pela espinha quando ouvi os primeiros acordes de Festival, dos Sigur Rós. Mesmo no momentum do filme, no desenlace da estória de sobrevivência! Não haveria melhor escolha que os ecos islandeses daqueles que transmitem nos seus riffs uma alegria melancólica.

 

historiado por vanessaquiterio às 12:58
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07
Fev 11

Passagem 10.

 

E assim sou, fútil e sensível, capaz de impulsos violentos e absorventes, maus e bons, nobres e vis, mas nunca de um sentimento que subsista, nunca de uma emoção que continue, e entre para a substância da alma. Tudo em mim é a tendência para ser a seguir outra coisa; uma impaciência da alma consigo mesma, como com uma criança inoportuna; um desassossego sempre crescente e sempre igual. Tudo me interessa e nada me prende. Atendo a tudo sonhando sempre; fixo os mínimos gestos faciais de com quem falo, recolho as entoações milimétricas dos seus dizeres expressos; mas ao ouvi-lo, não o escuto, estou pensando noutra coisa, e o que menos colhi da conversa foi a noção do que nela se disse, da minha parte ou da parte de com quem falei. Assim, muitas vezes, repito a alguém o que já lhe repeti, pergunto-lhe de novo aquilo a que ele já me respondeu; mas posso descrever, em quatro palavras fotográficas, o semblante muscular com que ele disse o que me não lembra, ou a inclinação de ouvir com os olhos com que recebeu a narrativa que me não recordava ter-lhe feito. Sou dois, e ambos têm a distância - irmãos siameses que não estão pegados.


Hoje estou em modo Desassossego. Por reler o livro passados alguns anos desde a primeira vez. E por esperar ansiosamente por ver o filme da autoria de Joaõ Botelho, mais logo no CCC das Caldas da Rainha.


Bernardo Soares é um génio (mais um incompreendido). Um Pessoa mais pessoa, por se envolver com a cidade que habitava e por ver nas introspecções recorrentes um quotidiano muito seu, quase nosso.


"Considero a vida uma estalagem onde tenho que me demorar até que chegue a diligência do abismo"

 

 

historiado por vanessaquiterio às 16:01
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02
Jan 11

 

Eis algumas curiosidades que pretendo satisfazer in loco, numa sala de cinema, de preferência em boa companhia, numa qualquer sala do país (dependendo de onde estiver) *



Que mais quero eu (italo-suiço) |   O Turista (americano) - 6 de Janeiro




Biutiful (espanhol) | Another Year (britânico) - 27 Janeiro



E o mais aguardado do mês Chantrapas (francês) - 13 de Janeiro



Somewhere (Sofia Copola) | Restless (Gus Van Sant)  - As estreias de Fevereiro, que aguardo ansiosamente


*com sorte entre dias estarei em Lisboa, para uma nova etapa da minha vida profissional e pessoal



historiado por vanessaquiterio às 18:36
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08
Ago 10

Quando o sonho é a própria realidade, que medidas temos de tomar para distinguir o que está certo? Em que medida as memórias podem ser aprisionadas e o passado relembrado vezes sem conta? Podem as emoções controlar a racionalidade simples de um objectivo?

 

Estas foram algumas das questões que 'The Inception - A Origem' me suscitou.

 

 

 

'Uma ideia é pior que um vírus. Instala-se, germina e devasta de forma mais catastrófica que qualquer bactéria'.

 

Fiquei presa ao enredo, ao desenrolar da trama, sempre à espera de respostas aos pequenos inigmas que iam surgindo. A personagem de Cobb faz me lembrar um pouco de cada um de nós: sempre a tentar enterrar uma parte do passado, agarrados a um remorso ou simplesmente a um ideia por concretizar. A dicotomia realidade vs fantasia é algo interessante de se explorar, quando nos vemos envolvidos no filme e a não descolar de cada passo das personagens e da adrenalina contida em cada inspirar.

 

Vi o filme sozinha, numa sala com mais umas seis pessoas, numa sessão fantasma das 15h30. Valeu bem a pena, sem ter ninguém a perguntar de cinco em cinco minutos se a cena 'é realidade ou sonho'. Conheço amigos que passaram por essa tortura, e digamos que me ri. Não li quase nada antes de entrar na sala de cinema, só uma ou outra sinopse, para ter noção do assunto. E ainda bem! Devorei o filme como se de uma fome se tratasse, tentado assimilar cada movimento e construcção irreal.

 

As memórias são algo poderoso - vejam pelo caso de Cobb - corrosivas e consumíveis. Como poderia ele resolver o seu passado se não o confrontasse? Os outros, o grupo de trabalho desta implantação, estiveram à altura da missão. Reforço o gosto de voltar a ver Cillian Murphycomo, no papel de Robert Fischer. Recordei-me logo do 'Breakfast on Pluto'. Aqueles olhos azuis não enganam ninguém.

 

Confesso que tenho de ver o filme novamente, para desmotar umas coisas que não apanhei, pelo imediato de cada cena. Pelo desenrolar rápido das 'passagens de nível do sonho' e da alternância sonho/realidade desenfreada. Foi um Domingo à tarde bem investido. The Inception é decidamente um dos filmes do ano.

historiado por vanessaquiterio às 20:46
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21
Jul 10

Vida e Memória!
Esta semana estreiam dois filmes que prometem. Espero vê-los em breve. Para já deixo os trailer, para despertar a curiosidade dos mais distraídos.





historiado por vanessaquiterio às 19:34
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Vanessa Quitério
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